Descubra por que o trabalho do personal stylist vai muito além da roupa certa e se torna essencial para quem quer construir uma marca pessoal forte e coerente
Se você já parou na frente do guarda-roupa lotado pensando “não tenho o que vestir”, sabe que o problema quase nunca é falta de roupa. Na verdade, isso é falta de clareza. E é exatamente aí que o personal stylist entra. Não se trata de alguém que escolhe suas roupas por você. Ao contrário: é um profissional que ajuda a traduzir, em imagem, quem você realmente é, ou seja, sua identidade. Mais ainda, o personal stylist contribui para que o processo de comunicação da sua identidade ocorra sem ruídos. Com isso, minimizamos erros de percepção de como você quer ser entendido, seja no campo pessoal ou profissional.
Parece papo de revista de moda? Não é. É estratégia de marca pessoal, consolidação de imagem e construção de reputação!
Aqui na Coquetel Criativo, já atendemos vários clientes que nos procuraram com a seguinte afirmação na ponta da língua: “preciso CRIAR minha marca pessoal”. So-co-rro! Não é isso. A sua marca pessoal já existe, afinal, você convive com pessoas nos campos pessoais e profissionais, interage em diversas situações, já realizou tantas coisas na vida e lidou com tantos desafios, existe no mundo físico e digital. Então, as pessoas já constroem, a cada dia e a cada interação, uma imagem a seu respeito. Ou seja, você só não tem controle e consciência objetiva a respeito daquilo que está comunicando a seu respeito para os outros.
Vamos entender melhor isso ao longo desse artigo. Além de esclarecer como o personal stylist te ajuda a assumir o controle consciente e objetivo da sua imagem!

Antes de você dizer uma palavra, sua presença já disse muita coisa. Postura, cores, cortes, acessórios: tudo isso comunica algo, quer você tenha planejado ou não. A questão não é se você está “se vendendo” por meio da aparência. O fato é que isso acontece de qualquer jeito.
Nesse sentido, a questão é se essa comunicação está alinhada com quem você é e com o que você quer transmitir. Vem daí o primeiro elemento que esclarecemos para as pessoas sobre estilo e marca pessoal: sua intenção de comunicar algo não importa. O que importa de verdade é o que o Outro está sentindo, percebendo e pensando sobre você.
É aqui que mora o problema mais comum. Pessoas extremamente competentes, com histórias e valores sólidos, acabam sendo mal interpretadas porque sua imagem conta uma história diferente da que elas realmente têm para contar. Por exemplo: um advogado descolado que se veste “sério demais” para o próprio estilo. Uma consultora criativa que se veste “conservadora demais” para o trabalho ousado que entrega. O desencontro cria ruído. E ruído é a última coisa que uma marca pessoal pode deixar acontecer.
Um erro comum é achar que trabalhar a marca pessoal é uma questão de “criar uma imagem”, como já falamos. Na prática, é o oposto: é fazer a sua imagem, a sua presença, revelar o que já existe dentro de você e na sua história de vida. Assim, o papel do personal stylist é decodificar a sua essência, ou seja, seus valores, sua personalidade, o jeito como você se relaciona com o mundo.

Em seguida, o personal stylist transforma todos os elementos acima em escolhas visuais concretas que funcionam como chaves claras de interpretação daquilo que você quer comunicar. Ou seja, as cores que combinam com seu tom de comunicação, cortes que reforçam sua presença, um estilo que ressoa “você” mesmo à distância, antes de qualquer palavra ser trocada. É aí que tudo começa no personal branding.
Não tem fórmula genérica aqui. O que funciona para uma marca pessoal pode ser exatamente o oposto do que funciona para outra. Por isso que o trabalho de personal stylist e personal branding não pode ser feito no piloto automático, copiando tendências do Pinterest ou seguindo listas de “peças-chave que toda mulher/todo homem precisa ter”.
Para ser sincero, esse é o pior caminho possível, pois gera uma homogeneização fria, vazia, sem personalidade. Em outras palavras, seguir as receitas de bolos e as tendências generalizadas de internet é o mesmo que renunciar à sua distinção, àquilo que você tem de mais valioso: sua identidade, sua característica única de ser e estar no mundo.
Quando a imagem e a essência estão alinhadas, algumas coisas acontecem quase que naturalmente:
Existe um preconceito antigo de que cuidar da imagem é coisa fútil. Afinal, pensavam os ultrapassados, o que realmente importa é “o conteúdo”, “a competência”, “o trabalho bem-feito”. Aí, que preguiça dessas colocações. Na verdade, o problema que essas pessoas não enxergam é que ninguém vê ou percebe competência antes de enxergar a pessoa. E isso é uma questão científica, metodológica. A imagem é o primeiro ponto de contato com a história e, gostem ou não, as pessoas costumam decidir se querem ler o resto do livro com base nesse capítulo.

A imagem abre as portas do nosso campo sensível para que possamos processar as informações mais objetivas da realidade. Sabe aquela história que ouvimos um monte de vezes: “meu santo não deu com o santo de fulano ou fulana!”. Pois é, esse sentimento, de forma geral, se constrói até mesmo antes de a pessoa falar uma única palavra. Com isso, quando o santo não bate, nos fechamos para a percepção do conteúdo, das competências, do profissionalismo da pessoa.
Entendeu? A imagem comunica informações, sentimentos, sensações, possibilidades… só depois disso é que nos abrimos para os fatos, para o conteúdo que a pessoa tem a oferecer. Mais ainda, é só num terceiro passo que vamos começar a construir significado real, válido e útil na mente das pessoas, que é o que chamamos de reputação. Essas três fases compõem o método semiótico de personal branding da Coquetel Criativo.
Por fim, vale ressaltar que investir em um trabalho de personal stylist bem-feito não é maquiar quem você não é. Ao contrário, trata-se de remover as camadas de ruído entre você e a percepção que os outros têm de você. É garantir que a primeira impressão já comece contando a história certa e abre as portas da percepção do interlocutor para que ele seja receptivo a tudo que você tem a oferecer.
Na Coquetel Criativo, entendemos o trabalho do personal stylist como uma das primeiras etapas de qualquer processo sério de construção de marca pessoal. Personal Stylist não é mero acessório opcional. É uma peça estrutural, é o bloco de fundação que garante que toda a estrutura do personal branding se desenvolva com coerência, consistência e sustentabilidade.
Antes de pensar em posicionamento, discurso ou presença digital, é preciso garantir que a imagem já esteja contando a verdade sobre quem você é. Assim, o posicionamento vai aflorar naturalmente, afinal, não se constrói uma pessoa a partir de um posicionamento, mas sim um posicionamento a partir dos valores, das ações e da projeção de futuro de uma pessoa.
Para finalizar por hoje, marca pessoal forte não é aquela que precisa gritar o que se é. Uma marca pessoal forte é aquela que dispensa explicar quem é de forma categórica, afinal, isso já está evidente antes mesmo da primeira palavra. É presença, é ação no mundo, é história consolidada!